Nebraska

    Origem: Estados Unidos
    Ano: 2013
    Direção: Alexander Payne
    Roteiro: Bob Nelson
    Produção: Albert Berger, Ron Yerxa
    Elenco: Bruce Dern (Woody Grant), Will Forte (David Grant), June Squibb (Kate Grant), Bob Odenkirk (Ross), Stacy Keach (Ed), Mary Louise Wilson (tía Martha), Rance Howard (tío Ray), Tim Driscoll (Bart).
    Guión: Bob Nelson.
    Gênero: Comédia, Drama
    Classificação: 12 anos
    Duração: 114 min.

    Nebraska

    Sob o pretexto de ter ganhado um milionário prêmio, um homem idoso que tem problemas com o álcool decide viajar para sua Montana nativa até o estado de Nebraska para recolher o dinheiro que poderia mudas os últimos dias da sua vida miserável. No entanto, na viagem, Woody Grant (interpretado magistralmente por Bruce Dern) redescobre a relação com seu filho David (Will Forte) e a beleza que tem o perdão e os sentimentos mais nobres que ligam uma família.

    Acreditando que tornou-se rico, Grant encontra no esperado prêmio uma forma de escapar de seus problemas financeiros. Ele embarca para uma longa viagem a Nebraska ao fim de efetivar o prêmio, apesar de que seu filho e sua esposa (papel interpretado por June Squibb) tentam persuadi-lo que é um engano das centenas de empresas que existem na União procurando tirar proveito dos incautos.

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    Acompanhado por David, com quem teve um relacionamento com altos e baixos produto de alcoolismo do pai; no início, as diferencias de caráter entre pai e filho marcam a visão dos personagens, mas como eles entram no filme, pouco a pouco, redescobrem o caminho para curar aquelas velhas feridas.

    Com “Nebraska”, o diretor Alexander Payne (lembrado por sua direção em Sideways – Entre Umas e Outras) traz um drama muito forte que coloca os retalhos de uma família – elementos tão típicos na sociedade americana – como centro da trama que vão tecendo a história sobre a relação desgastada entre os protagonistas, no início, para tornar-se mais tarde no reencontro entre pai e filho.

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    O filme procura e reconstruí uma relação que por muitos anos foi caracterizado por um muro quase impenetrável, dentro do qual a falta afetiva é a característica mais importante.

    O diretor, que retrata o filme com elementos típicos dos road movie, surpreende com uma espetacular história capturada em preto e branco e com o característico humor rural, quase inexpressivo.

    Este filme de reencontro foi muito aclamado pelos críticos, que avaliou-o como o melhor filme até agora feito por Alexander Payne, que foi novamente nomeado para um Oscar de Melhor Diretor. Na categoria interpretativa, o filme também se distingue pela sua alta qualidade com um magnífico Bruce Dern, que foi nomeado como melhor ator. Enquanto isso, June Squibb também foi ternada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.